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Museu Transgênero de História e Arte

    Museu Transgênero de História e Arte

    O Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA) varia entre um museu digital, obra de arte, arquivo e experiência tecnológica.

    O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

    O Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA) foi inaugurado através do Sarau MUTHA, em novembro de 2020, um dos marcos da pandemia de COVID-19. A proposta foi financiada pelo Memorial Minas Vale (2020) e fundou o MUTHA como espaço cultural virtual e nacional de criação e manutenção de arquivos e acervos históricos e artístico trans, através de apresentação de ensaios literários e acadêmicos, palestras-performances, poesia, contos e trechos selecionados de obras históricas que buscaram resgatar a memória de pessoas corpo e gênero diversas. 

    O MUTHA está disponível para visitação em www.mutha.com.br. Seus as Acervos reúnem uma tipologia híbrida entre museologia, arquivo e biblioteca, com obras de caráter artístico, científico, histórico e documental.

    Até o momento, o acervo conta com 50 obras de arte em escultura digital 3D, entre vídeos e imagens estáticas, além de cerca de 100 itens em processo de catalogação.

    A proposta parte de um eixo pouco usual na museologia nacional, o MUTHA considera o próprio museu como obra de arte. Nesse sentido, o projeto propõe musealizar o museu e suas próprias criações. As galerias digitais são concebidas como esculturas em 3D, criando espaços e corpos fabulativos com uso de inteligência artificial e novas tecnologias de produção de acervo. 

    Ao reunir acervo digital, arte 3D, performance, inteligência artificial e práticas de musealização ao vivo, o MUTHA propõe novas formas de pensar a permanência de corpos dissidentes no campo artístico. Em suas ações performativas, o museu também permite que o público participe da produção e reflexão sobre seus acervos, ampliando a ideia de arquivo como um espaço vivo, coletivo e em transformação.

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